Fiscalização contra pirataria aumenta nas pequenas empresas (Parte 2)

Fiscalização contra pirataria aumenta nas pequenas empresas (Parte 2)

Esse é o segundo e último post onde discutimos a fiscalização em pequenas empresas que utilizam softwares irregulares, para acessar a primeira parte clique aqui.

Como os fabricantes encontram empresas irregulares

Os fabricantes utilizam basicamente dois caminhos para chegar a empresas irregulares, o primeiro é através de pesquisa e levantamento de dados referente a faturamento, quantidade de funcionários, compras de equipamentos e softwares etc., o segundo é via denúncia. No primeiro meio, os fabricantes analisam histórico de compras de computadores, notebooks e até softwares de servidores, se a empresa adquiriu nos últimos anos computadores sem sistema operacional e não há compras avulsas do sistema, é possível que ela esteja utilizando softwares irregulares, se a empresa adquiriu recentemente um Windows Server 2016 Standard mas não comprou as chamadas CALs de acesso, é possível que ela esteja irregular. Outro exemplo é pela quantidade de funcionários, um escritório de arquitetura com 05 funcionários e sem licenças de AutoCAD em seu nome, é muito provável que tenha algum computador com software irregular tornando-a alvo para fiscalização.

Nos últimos anos grandes fabricantes em conjunto com a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software e a BSA|The Software Alliance criaram outro método para encontrar empresas irregulares, o site Denuncie – Pirataria, após um retorno tímido, campanhas de divulgação aumentaram consideravelmente a quantidade de denúncias transformando-o num canal importante frente à pirataria. O objetivo do site é facilitar a denúncia independente do tamanho da empresa, basta apenas nome, telefone e e-mail de contato que o processo já é encaminhado. Como não são requisitados dados do denunciante, qualquer um pode imediatamente abrir um caso contra qualquer empresa, seja um concorrente ou ex-funcionário da empresa alvo.

O que fazer?

Não recomendamos deixar de responder ou ignorar os contatos iniciais via telefone ou e-mail, é arriscado, as multas são altas e crescem de acordo com a quantidade de programas utilizados.

O primeiro passo para se proteger é criar e manter um inventário atualizado de equipamentos e softwares utilizados, se houver licenças faltando, comprá-las. Há softwares pagos e gratuitos que cumprem bem a função de auditoria, se a sua empresa é amparada por uma equipe de TI ou terceiriza o atendimento, é importante que eles ofereçam essa solução como parte do serviço. Junto ao inventário, é importante organizar notas fiscais e documentos de todos os softwares adquiridos, eles serão necessários para provar a propriedade dos softwares instalados. E por último controlar a instalação de programas nos equipamentos da empresa, é comum em ambientes abertos usuários instalarem sem conhecimento da empresa, programas piratas e irregulares comprometendo a segurança e conformidade da organização.

O mais importante é que a empresa esteja sempre amparada por uma equipe de TI bem treinada em licenciamento de software. Se você tem dúvidas sobre os softwares da sua empresa, quer informações ou deseja fazer um levantamento sobre o que está instalado nos computadores e servidores da sua rede, entre em contato conosco, nosso time tem experiência e está pronto para atendê-lo.

Recomendamos também a leitura do artigo Como funcionam as CALs para Windows Server.

Se a sua empresa deseja ou precisa auditar licenças Microsoft, veja nossa publicação Como fazemos auditoria em licenciamento Microsoft e entre em contato conosco agora mesmo, teremos prazer em atender a sua empresa.

Atualizado em 20/07/2018 às 10:16.

Referências

  1. Como lidar com a Fiscalização da Microsoft – CooperaTI. Acessado em 23/10/2016.
  2. Antipirataria Microsoft: Orientações para evitar problemas! – Profissionais TI. Acessado em 23/10/2016.

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